Artigo - Segurança pública: prioridade nacional
- Mar 25
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A segurança pública será o tema mais importante do debate nacional em 2026. Tenho convicção de que essa pauta estará no centro das discussões eleitorais, porque ela afeta diretamente a vida das pessoas. Não há como falar de desenvolvimento, geração de emprego ou qualidade de vida se o cidadão não se sente seguro para viver, trabalhar e criar seus filhos. A sensação de insegurança, infelizmente, passou a fazer parte do cotidiano de muitas famílias brasileiras, e enfrentar essa realidade exige responsabilidade, firmeza e coordenação entre os poderes.
Nos últimos meses, o Congresso Nacional tem votado semanalmente medidas voltadas ao fortalecimento da segurança pública. Tenho participado dessas discussões, defendendo ações concretas e estruturantes. Um dos avanços mais importantes foi a aprovação do PL Antifacção, que endurece de forma significativa as penalidades para quem integra organizações criminosas. Precisamos reduzir a capacidade de proliferação dessas facções e deixar claro que o Estado não pode ser refém do crime organizado.
Mas apenas aumentar penas não resolve o problema. O enfrentamento às grandes organizações criminosas exige integração entre instituições, inteligência policial e financiamento adequado para as forças de segurança. Estamos lidando com estruturas organizadas, que movimentam muito dinheiro, possuem redes complexas de atuação e, em muitos casos, operam como verdadeiras corporações do crime. Não é razoável imaginar que estados e municípios conseguirão enfrentar sozinhos esse desafio.
Por isso, defendo que a União tenha um papel ainda mais ativo. É o governo federal que concentra instrumentos estratégicos como a Polícia Federal, o Banco Central, a Receita Federal e os mecanismos de inteligência financeira. Combater o crime organizado passa por rastrear, bloquear e desarticular suas movimentações financeiras. Sem esse apoio estruturado e sem recursos suficientes, não conseguiremos vencer essa batalha que ameaça a tranquilidade das famílias brasileiras.
Também está em debate a PEC da Segurança, que busca ampliar a integração entre União, estados e municípios. Acredito que essa coordenação é fundamental para tornar as ações mais eficientes, evitar sobreposição de esforços e garantir uma resposta mais rápida e eficaz ao avanço da criminalidade.
Como relator da Reforma Política, tenho trabalhado para acelerar mudanças que impeçam a entrada do crime organizado na política. Esse é outro grande desafio do nosso tempo. Proteger a democracia significa garantir que as instituições estejam livres da influência criminosa e que as eleições ocorram de forma transparente, segura e com regras claras. Fortalecer a segurança pública também é proteger a democracia e assegurar um futuro mais tranquilo para o Brasil. Domingos Neto Deputado Federal - PSD Ceará Publicado em 12/03/2026 - O Povo




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